Possível, sim. Bom, talvez
Nada de reformas ousadas.
A fórmula para alcançar o déficit nominal zero em um segundo governo Lula aposta somente na queda efetiva dos juros reais (e do gasto com esses juros) ao longo dos próximos anos.
É bem provável que dê certo, afinal a inflação tende a ajudar bastante no desaperto monetário, salvo algum desequílibrio de oferta e demanda agregada.
Não resolverá, no entanto, os nossos problemas. Ao menos, deixará claro que, assim como não o eram as contas externas, não são os juros altos o grande vilão para o crescimento da economia brasileira.
Ele se chama "carga tributária."

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