terça-feira, novembro 14, 2006

No crisis, no growth!

É essa a definição para o que o economista-pop Sebastian Edwards, da UCLA, acredita será o futuro econômico da América Latina - e do Brasil - nos próximos anos.

Não se trata de algo ruim: a região continuará crescendo, só que a taxas medíocres na comparação, por exemplo, com seus pares asiáticos.

Ao mesmo tempo, a fase de grandes crises externas, em sua opinião, também acabou, especialmente no Brasil.

No caso brasileiro, disse Edwards em almoço hoje com jornalistas, na Mauá Investimentos, a carga tributária teria de cair de 10% a 15% para que o empreendedorismo saísse da garagem.

Algo que, reconhece, é politicamente inviável.

Em sua breve visita ao Brasil, o ilustre economista andou falando com algumas autoridades, entre elas o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Ficou positivamente impressionado com os avanços na área macroeconômica, mas disse não ter percebido muita convicção por parte do governo de que a área fiscal, mais cedo ou mais tarde, terá de ser alvo de mudanças profundas.