terça-feira, outubro 10, 2006

Bate boca econoeleitoral

Em tempos de eleição, o debate econômico muitas vezes ganha ares de discussão política.

Foi o que aconteceu hoje.

Bastou o economista Yoshiaki Nakano, ligado ao PSDB, falar em "choque", para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegasse que o Brasil não precisa de choque algum, e sim de medidas gradualistas na política econômica- aliás, numa curiosa inversão histórica de papéis.

Mais: ao comentar um relatório do economista Alexandre Schwartsman, do ABN Amro, criticando a proposta de Nakano de que a política monetária pode cumprir uma função dupla na economia (de estabilizar inflação e equilibrar conta de capitais), o próprio Nakano declarou que Schwartsman "é um destes economistas que, quando saem do livrinho-texto, não sabem de nada".

É pena que esse tipo de discussão (a parte elegante, claro), finda a eleição, sempre perde fôlego.